Tempos Livres

Quando chegam as férias escolares ou nos seus momentos de lazer, ainda é habitual ver crianças que vão brincar para a rua, quintais e campos.

Não tem mal nenhum, se for uma zona segura, com pouco movimento e com facilidade de controlo por parte dos adultos.

Brincar livremente, mexer-se, interagir com os outros e viver "aventuras" são factores essenciais ao crescimento saudável.

Contudo, há vários conselhos que, se forem respeitados, garantem maior segurança.
1 - É melhor que as crianças brinquem em grupo ou, pelo menos, com outro amigo (conhecido dos adultos).

2 - As crianças devem habituar-se a dizer para onde vão, se decidirem deslocar-se do local onde estão a brincar.

3 - É de evitar brincar na rua. É sempre perigoso, mesmo que o movimento seja extremamente reduzido.

4 - As crianças devem ser alertadas para as brincadeiras e os objectos perigosos (fogo, fósforos, plásticos, líquidos e objectos desconhecidos, charcos e lagos, etc.).
Os adultos devem explicar por que são perigosos, quais as consequências que pode haver e não apenas proibir.

5 - Devem alertar-se as crianças para os perigos de janelas e locais altos (quedas), ruas e automóveis (ir atrás de bolas, por exemplo) e locais desconhecidos.

6 - Devem ser ensinadas e respeitadas (pelo exemplo) as regras de atravessar ruas, os semáforos e restante sinalização, etc.

7 - Devem ser dadas indicações fáceis e claras sobre como agir em caso de acidente ou se a criança se perder.

8 - Ao andar de transportes e/ou nos locais públicos, as crianças não deverão ter valores à vista (relógio, telemóvel, carteira, fios, pulseiras, etc.).

9 - As crianças devem ser habituadas e ter a oportunidade de contar (sem medo) aos pais os acontecimentos estranhos que viram e encontros com desconhecidos.

10 - São de evitar (e explicar porquê) locais pouco iluminados ou mal frequentados.

11 - As crianças devem ter sempre consigo um valor mínimo em dinheiro para poder fazer um telefonema. Do mesmo modo deve garantir-se que conhecem os seus números de contacto (telefones) de cor.

12 - Deve-se ensinar as crianças a não dar informações sobre si ou sobre a casa, família ou amigos a desconhecidos.

13 - As crianças devem ser ensinadas a não aceitar ofertas ou boleias de desconhecidos.

14 - As crianças devem tentar sempre confirmar novos planos que vão contra indicações ou combinações anteriormente feitas com os pais (novas pessoas que as vão buscar à escola, por exemplo).

Wednesday 14 February 2007 11:59


Na praia

 
Mal começa o bom tempo, começam as idas à praia.
Enquanto os pais sonham com as férias, os filhos vão com os seus ATLs ocupar um lugar fixo nalguma praia, marítima ou fluvial.

Apesar de divertida, a praia esconde alguns perigos contra os quais devemos estar alerta. E os cuidados a ter para evitar esses perigos devem ser sempre respeitados.

Mesmo que os pais não estejam perto da sua criança, continua a ser sua responsabilidade protegê-la e educá-la, alertando-a para esses perigos.
Ficam aqui, então, alguns conselhos que podem valer tanto para os adultos como para os mais pequenos.

O sol

  • Apesar de nosso amigo, o sol pode ser muito "falso" se não soubermos lidar com ele. Por essa razão, devem evitar-se as horas em que a sua radiação é mais perigosa, ou seja, entre as 11h30 e as 16h30 (pela hora de Verão portuguesa).

  • Depois de um longo Inverno, o nosso corpo precisa de fazer uma habituação progressiva ao sol. Nos primeiros dias de praia, as crianças devem estar protegidas com uma camisola de algodão, usar chapéu (preferível ao boné, porque protege as orelhas) e calção ou fato de banho.
    Ao contrário do que se possa pensar, esta roupa deve ser mantida seca, para não se colar ao corpo e perder as propriedades de protecção contra o sol.

  • Os perigos de queimaduras pelo sol aumentam ou diminuem conforme o tipo de pele. No entanto, deve usar-se sempre um filtro solar com o índice de factor de protecção adequado.

  • Para produzir os devidos efeitos, a primeira aplicação de protector solar deve ser feita cerca de meia hora antes da exposição ao sol e repetida regularmente (de hora a hora, cada vez que se sai do banho ou se transpira em demasia).

  • Não se esqueça de proteger o peito dos pés, as costas das mãos, as orelhas, o nariz, os lábios e a área em redor dos olhos. Além de serem zonas sensíveis, também se queimam!

  • Aplique o filtro solar mesmo que a criança esteja à sombra de um chapéu-de-sol ou de um toldo. Além de não impedirem totalmente a passagem dos raios solares, a luz reflectida na areia pode ser suficiente para provocar uma queimadura.
Alimentação e banhos:

  • O melhor "lanche" para levar para a praia são os legumes (em salada, por exemplo), frutos, água e sumos naturais, uma vez que são ricos em caroteno, que ajuda a pele a defender-se da agressão das radiações solares.

  • Por outro lado, são alimentos leves que permitem uma melhor digestão. Quando o calor é em demasia, a digestão torna-se mais lenta e pode provocar indisposição.

  • Já agora, falemos do tempo de digestão. Tenha atenção às horas a que a criança come e aquelas a que pode ir à água. Não se esqueça que a digestão é sempre de duas horas e meia, quer seja uma feijoada ou uma simples sandes!

  • Há muitos cuidados a ter ao ir à água. Se estiver demasiado fria deve-se ensinar a criança a não entrar nela de repente. O choque térmico pode ser fatal (pode provocar desmaios, paragem cardíaca, etc.).

  • Durante o dia, as brincadeiras podem fazer com que nos esqueçamos de algo essencial: a hidratação. E por hidratação não entendemos o tomar banho na água, nem o filtro solar de protecção. Hidratação é beber água!

Wednesday 14 February 2007 11:58


As queimaduras

Não importa qual é a importância de uma queimadura, é sempre essencial arrefecê-la pelo menos durante 5 minutos debaixo de água fria corrente.

Claro que, antes de tudo, deve extinguir-se a fonte de calor que provocou a queimadura e afastar todo o perigo.

Nunca pôr manteiga, gorduras, pasta de dentes, clara de ovo, borra do café ou qualquer outro produto que não seja água.


  • Os graus das queimaduras

    - Uma queimadura do primeiro grau identifica-se pela cor avermelhada da pele.

    - Se houver bolhas, temos uma queimadura do segundo grau.

    - As queimaduras do terceiro grau, as queimaduras profundas, são as únicas que não causam dor - e pela pior razão: as terminações nervosas foram destruídas.
    Estas são as mais graves.
    Reconhecem-se por tornarem a pele branca, creme ou negra.


  • Agir depressa!

    Se as roupas da vítima ainda estão a arder, deve-se cobri-la com um casaco ou manta ou algo semelhante, para extinguir o fogo.
    Caso não exista esta possibilidade, deve-se fazê-la rebolar no chão. Mas apenas em último caso, pois ao movimentar a vítima pode-se causar mais lesões.

    Em seguida, arrefece-se COM ÁGUA a área queimada, pelo menos durante 5 minutos - ou mais tempo, se for possível -, regando abundantemente a zona.

    Durante esse "duche" retira-se a roupa à vítima nas zonas queimadas, excepto as partes que estiverem coladas à pele - nessas, o ideal é não mexer ou recortar a roupa à volta.

    Toda a queimadura que for maior do que metade da palma de mão da vítima, que esteja negra ou castanha, que esteja localizada na cara, nas mãos ou perto de um orifício natural é grave - e a vítima tem de ser tratada num hospital.
    O mesmo se passa se for uma criança pequena ou uma pessoa idosa.

    Enquanto se espera pelo socorro, devem proteger-se as zonas queimadas com compressas ou com lençóis ou lenços limpos humedecidos com água (também diminui a dor).

Wednesday 14 February 2007 11:54


Prevenir acidentes domésticos

  • Crianças dos 2 aos 6 anos

  • EM CASA - GERAL
    - instale grades ou protecções nas janelas a partir do primeiro andar;
    - instale "portões" nas escadas;
    - use vidros de segurança nas portas e coloque autocolantes coloridos em portas grandes de vidro;
    - os tapetes sobre ladrilhos ou chão encerado são extremamente escorregadios, para evitar quedas, cole o tapete ou coloque por baixo algum tipo de material anti-deslizante;
    - tape as fichas de electricidade com utensílios adequados, para que a criança não apanhe choques.

  • NA CASA DE BANHO
    - na banheira, a criança deve estar sempre sobre um tapete de borracha e ter suportes ao seu alcance para não perder o equilíbrio.

  • NA COZINHA
    - guarde facas, tesouras e armas ao alcance das crianças; - cuidado com as panelas (ao lume, sempre com o cabo para dentro), o fogão e o ferro de engomar;
    - quando a criança está na cozinha, mantê-la sempre vigiada; - ensine-lhe os perigos do fogo.

  • MEDICAMENTOS E PRODUTOS DE LIMPEZA

    - só tenha em casa os remédios e produtos tóxicos absolutamente necessários;
    - mantenha remédios e produtos perigosos fora de visão e do alcance das crianças;
    - deite fora os restos de remédios e não os tome na frente das crianças (já que tendem a imitar os adultos);
    - não transfira produtos tóxicos para garrafas de sumos ou líquidos inócuos.


  • NO ESPAÇO EXTERIOR
    - nunca deixe a criança sozinha perto de piscinas e lagos.

  • ANIMAIS
    - ensine a criança a não acariciar animais estranhos nem a provocá-los;
    - ensine-a a não acordar um animal que está a dormir ou a aproximar-se deles quando estão a comer;
    - vacine os animais de casa.
  • Crianças dos 6 aos 12

    A grande maioria das indicações anteriores mantêm-se nesta faixa etária. O bom senso dos pais define o ideal para o seu filho. No entanto, aqui vão outras indicações igualmente importantes para a segurança das crianças:

- usar bicicletas de tamanho apropriado e sempre com equipamento de segurança;
- não transportar passageiros na bicicleta;
- evitar que a criança ande atrasada, para que não se distraia dos perigos, com a pressa;
- ensine a criança a nadar e a nunca entrar em águas perigosas;
- ensine a criança a não se armar em valente, em qualquer ocasião que ponha em perigo a sua vida;
- novamente, mantenha a educação relativamente aos cães e ao fogo;
- no caso da roupa a pegar fogo, ensine-a a deitar-se, a rolar no chão (nunca correr) e a envolver a roupa em chamas com um cobertor;
- esconda todas as armas de fogo longe do alcance das crianças e nunca as guarde carregadas!

    Wednesday 14 February 2007 11:49


    Segurança automóvel

    Blogue de seguranca :As crianças e a segurança, Segurança automóvel
    Ainda nos dias de hoje é frequente a criança ser encarada como um "pequeno passageiro", a que não se dá muita atenção. Ora, a segurança deste "pequeno passageiro" é tão ou mais importante.

    É preciso ter consciência de que as crianças não são pequenos adultos. A primeira regra é simples: as crianças devem sempre viajar com cinto de segurança e em dispositivo de retenção adequado ao peso e à idade. Cerca de 50% dos passageiros de trás envolvidos em acidentes são crianças com menos de 10 anos de idade. Por tudo isto, a segurança infantil a bordo tem sido alvo de especial atenção por parte da Renault.

    Os sistemas de retenção, a que habitualmente chamamos "cadeirinhas", estão divididos em vários grupos, de acordo com o peso e a idade das crianças:
    Até aos 2 anos (Grupo 0/O+) : O pescoço é uma área vital a proteger. A cabeça de um bebé tem praticamente metade do seu peso total e a estrutura óssea ainda não tem resistência máxima. Para diminuir os riscos de ferimentos em caso de acidente, as crianças até aos 18 meses devem viajar numa cadeira tipo "concha" de costas viradas para a frente. É importante lembrar que a cadeira não pode ser instalada à frente, caso o carro esteja equipado com Airbag. A abertura do Aribag poderia causar ferimentos no bebé. Por isso, a Renault equipa todos os modelos com um conveniente dispositivo que permite desligar o Airbag do lugar do passageiro da frente.

    Dos 2 aos 4 anos (Grupo 1/1+): Continua a ser a zona da cabeça a que merece maior atenção. As crianças devem viajar atrás, numa cadeira apropriada, viradas para a frente e sempre com o cinto apertado. Parece óbvio, mas a verdade é que há muita gente que se "esquece" e, em caso de acidente, as crianças são projectadas contra as costas dos bancos da frente, com consequências muito graves.

    Dos 4 aos 10 anos (Grupo 2/3): O cinto de segurança do veículo continua a não ser suficiente, devido à altura das crianças, além de que pode causar lesões abdominais. O chamado assento elevatório permite a utilização segura do cinto de três pontos de fixação. A zona pélvica fica correctamente posicionada e o risco de ferimentos é reduzido em 30%.

    Wednesday 14 February 2007 11:33


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